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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

A FORÇA DO AMOR

entrevistacristina.jpg

 “É hora de falar”, atirou ela, semanas antes desta entrevista. No dia, estávamos ambas nervosas. Sabíamos que a conversa iria mexer com as memórias e com o amor. O de ontem e o de hoje. Rita Pereira fala pela primeira vez de como viveu a morte do homem que tanto amou. E talvez agora esteja pronta para seguir em frente. Angélico é um passado sempre presente porque, afinal, o tempo não cura. O tempo só atenua a saudade.

 

Cristina Ferreira (C.F.) – Obrigada, Rita, por teres aceitado o meu convite. A verdade é que nos conhecemos desde sempre… Devemos ter entrado neste meio, mais ou menos, ao mesmo tempo. Há quantos anos estás na televisão?

Rita Pereira (R.P.) – Há 12 anos.

C.F. – Eu, há 11. Portanto, andamos aqui a par uma da outra. Fui acompanhando o teu percurso e achei sempre que tinhas uma personalidade tão forte que aguentavas tudo. Foi por isso que pensei que o tema desta entrevista só poderia ser o amor. Porque tu, para seres essa fortaleza, deves ter sido mesmo muito amada desde sempre. É verdade?

R.P. – Sim. Eu tenho noção disso, e a cada dia essa noção aumenta. O meu grande segredo é o amor. Sem dúvida. O amor que a minha família me deu e tudo o que vivi na infância. Fui sempre tão feliz!… Nunca fomos ricos, nem eu tive tudo o que queria, não tive os brinquedos todos com que sonhava, os meus livros da escola eram emprestados porque eu fazia questão disso, de evitar que os meus pais gastassem dinheiro quando podia conseguir os manuais emprestados. Mas sempre tive consciência de que era muito feliz. E não sabia que havia pessoas infelizes. Achava que eram todos tão felizes quanto eu.

C.F. – Mas, infelizmente, há pessoas infelizes…

R.P. – Sim, e foi depois de crescer que tive consciência disso, de que havia histórias de infâncias infelizes. Felizmente, a minha foi perfeita.

C.F. – A tua família emigrou. Tu emigraste e bem pequenina…

R.P. – Sim, emigrámos quando eu tinha três anos. Parte da família da minha mãe já estava a viver no Canadá há alguns anos, tanto que os meus primos são canadianos e mal falam português. A minha irmã também nasceu no Canadá, por sinal. E lá passei uma fase ótima.

C.F. – Aceitaste bem o nascimento da tua irmã?

R.P. – Eu gostei. Ela é que sofreu muito [risos]. Confesso… Ela sofreu muito comigo [risos]. Há uma história – que, por acaso, acho que nunca contei publicamente – que remonta ao tempo em que a minha irmã ainda não falava… E sabes quando estás a fazer o tão-balalão?… Portanto, eu estava a embalar a minha irmã e, de repente, ela vai para trás com força e bate com a cabeça no chão, começa a gritar e eu vou a correr, pego em algumas bonecas e finjo que está tudo bem. O meu pai chega e pergunta o que é que se está a passar e eu: “Ai que horror, deve ter caído” [risos]. O que vale é que, nessa altura, ela não falava, porque quando começou a falar, a coisa tornou-se mais complicada…

C.F. – Porque aí ela começou a contar o que tu lhe fazias [risos]…

R.P. – Pois… [risos] Mas fomos muito felizes também. Muitas vezes, eu obrigava-a a fazer teatros… Ela estava sempre mascarada de cão e de rato e de coisas assim…

C.F. – Que tipo de ligação é que manténs, hoje em dia, com a tua irmã?

R.P. – Somos muito confidentes. Contamos tudo uma à outra. A minha irmã é… tudo para mim. Mais até do que os meus pais.

C.F. – Achas mesmo?

R.P. – Sim. E quando eu digo que é mais do que os pais é… [pausa] Enfim, como eu já tenho consciência da morte e da saudade que a morte provoca, às vezes, começo a pensar como será lidar com a ausência das pessoas que me são próximas… E reflito sobre isto devido a tudo o que já me aconteceu… E penso como é que será perder esta ou aquela pessoa… Chego à conclusão de que não saberia viver sem a minha irmã… Acho que se ficasse sem a minha irmã, seria derrubada.

C.F. – E como é que vocês, que passaram uma infância tão feliz, viveram depois, em plena adolescência, a separação dos vossos pais?

R.P. – Foi muito complicado, porque não estávamos mesmo à espera de que isso acontecesse. Eu tinha 16 anos, a minha irmã, dez. Nunca nos tínhamos apercebido de que havia alguma coisa mal. Os meus pais nunca discutiram à nossa frente… Portanto, a separação decorreu pacificamente. Os nossos pais juntaram-nos na sala e disseram-nos que não estavam a entender-se e que continuaríamos a ser felizes, mas… em duas casas. E assim foi. Depois, eu e a minha irmã tornámo-nos meninas de recados… Era “diz isto ao teu pai” ou “diz isto à tua mãe”… E essa situação é que me marcou negativamente.

C.F. – Mas eles não ficaram amigos?

R.P. – Houve ali uma fase em que eles, realmente, não se falavam. Daí, nós servirmos de meninas de recados. A minha irmã só ganhou com isso [risos]… Porque recebia tudo aquilo que pedia. Por outro lado, eu cresci um bocadinho mais depressa. A minha mãe trabalha na Santa Casa da Misericórdia, com crianças abandonadas… Ela não é a professora, é antes, a tutora, a ‘mãe’, dessas crianças e, na altura em que se divorciou, ela tinha de dormir, dia sim, dia não, lá no trabalho. Então, nós ficámos com o nosso pai, o que é uma coisa rara… Normalmente, as meninas ficam com as mães… E isso fez-me alguma confusão porque a minha mãe, estando sempre presente, não estava lá em casa. Então, eu tornei-me um bocadinho mãe da minha irmã. Por exemplo, num jantar de família, se a minha irmã se portasse mal, ela não olhava para os meus pais, olhava para mim.

C.F. – Vocês tornaram-se as meninas do papá…

R.P. – Posso dizer que sim [risos]. Víamos e continuamos a ver a nossa mãe todas as semanas. Mas acho que sim, que me tornei um bocadinho a menina do pai. E se já se costuma dizer que as meninas, por norma, são mais dadas aos pais, no meu caso, pelo facto de ter passado a viver com o meu pai a partir dos 16 anos, isso aproximou-nos ainda mais.

C.F. – E a tua mãe nunca teve ciúmes?

R.P. – A minha mãe, se calhar, tem pena de não ter ficado connosco a tempo inteiro. Mas o trabalho dela impediu-a… E lá está: isso não é uma coisa que me afete muito, porque foi tudo muito bem resolvido e a minha mãe está muito presente. Aos 21 anos, saí de cada. Portanto, só não vivi com a minha mãe dos 16 aos 21. O certo é que, por causa da separação dos meus pais, ganhei um chef cinco estrelas, uma quase estrela Michelin [risos]…

C.F. – O teu pai não cozinhava?

R.P. – Cozinhava, mas não cozinhava tanto assim. A partir do momento em que eu e a minha irmã fomos viver com ele é que começou a cozinhar mais. Sabes como é… Numa casa, a mulher assume sempre esse papel. E era o que acontecia quando vivíamos todos juntos.

C.F. – Nunca sonhaste com a reconciliação dos teus pais?

R.P. – Muitas vezes… Muitas vezes pensei que eles iam voltar… Até agora, não aconteceu, mas ainda pode acontecer! [risos]

C.F. – [risos] Mas sabes que isso é comum nos filhos de pais separados? Há sempre uma esperança na reconciliação…

R.P. – Eu acho que sim, também [risos]. Pai, mãe… desculpem… [risos].

C.F. – Mas notas que há alguma coisa entre eles?

R.P. – A nossa vida em conjunto foi tão perfeita e tão harmoniosa que é natural que eles se amem para sempre. Mesmo que a vida não volte a juntá-los. Eu sei que se acontecer alguma coisa a um, o outro sofrerá…

C.F. – Portanto, passaste a partilhar tudo com o teu pai…

R.P. – Já contava tudo à minha mãe e passei, sim, a contar tudo também ao meu pai [risos]… E é engraçado que o meu pai sempre teve muita confiança em nós, mas, a partir dos 16 anos, eu comecei a ter mais truques com ele [risos]…

C.F. – Truques?! [risos] Que truques?

R.P. – Do género, chegar mais tarde do que o previsto, sem que o meu pai ficasse chateado. E descobri o truque perfeito [risos]. Pai, desculpa, mas vou ter de contar [risos]. O meu pai é muito guloso. E muito dorminhoco também! Dorme como uma autêntica pedra. Ora, a partir dos 16, o meu pai deixou de me ir buscar aos sítios para onde saía de noite, sendo que eu, apesar de tudo, quando chegava, tinha sempre de o acordar e dizer que tinha chegado. Então, o que é que eu fiz? Os meus amigos ficavam sempre até às cinco da manhã, e eu só podia ficar até por volta das três. Então, descobri um sítio onde se vendiam bolos às cinco e às seis da manhã e… lá ia eu. Pedia sempre o bolo mais doce. Era sempre o mil-folhas. Pronto! E, assim, chegava às seis da manhã a casa, entrava no quarto devagarinho, virava o despertador e empurrava-lhe o bolo: “Pai, trouxe-te um bolo!” [risos]. E o meu pai, ainda deitado, de olhos fechados, comia o bolo e dizia: “Estava mesmo a apetecer-me! Obrigado, filha!” No dia seguinte, ele perguntava-me a que horas é que eu tinha chegado, e eu dizia-lhe: “Então, tu pediste-me para chegar às três e eu cheguei às três…” [risos]

C.F. – Pode dizer-se que viveste uma adolescência sem dramas…

R.P. – Sim, vivi uma adolescência com muitos amigos e muito feliz. Vivi tudo na hora certa. E lá está: tudo porque os meus pais sempre tiveram muita confiança em mim. Os meus pais nunca me mandaram estudar, por exemplo. E isso porque eles sabiam que, no final do ano, as notas apareciam. Nunca fui menina de vintes. Mas era menina de quinzes e dezasseis.

C.F. – E tinhas muitos meninos atrás de ti, nessa altura?

R.P. – Tinha, mas para jogaram basquetebol comigo [risos]. Confesso que não era muito namoradeira.

C.F. – Mas tinhas ar de maria-rapaz ou já eras muito feminina?

R.P. – Era muito feminina… Era a miúda que chegava e os rapazes olhavam e mandavam piropos. Mas, depois, quando eu dizia “Como é? Vamos jogar ali um basquetezinho?”, eles aí percebiam como é que eu era…

C.F. – Chegavas a ser bruta para eles?

R.P. – [com voz sumida] Muito bruta [risos]… Eu era superbruta. Eu era tão bruta que o meu pai – que era jogador e treinador de basquetebol – em cinco anos viu apenas uns três jogos meus. Eu dava tanta porrada e levava tanta porrada, que o meu pai dizia: “Eu não quero ver isto!” E ia-se embora. Isto porque o basquetebol feminino, ao contrário do que as pessoas pensam, é muito mais agressivo do que o masculino.

C.F. – E foi por causa de uma lesão que abandonaste o basquetebol…

R.P. – Sim, aos 19 anos…

C.F. – Mudemos de assunto e falemos de amor… Quando é que o amor – um amor como aquele que existiu entre a tua mãe e o teu pai – entrou na tua vida?

R.P. – Aos 14 anos, apaixonei-me e mantive esse namorado durante uns anos. Gostei mesmo muito dele.

C.F. – Ainda falas com ele?

R.P. – Não, por acaso não… Não nos vemos há imenso tempo, embora tenhamos amigos em comum. Não o vejo há muito, mas sei que o vir estará tudo tranquilo.

C.F. – Mas foi namorado de ir a tua casa e os teus pais o conhecerem e isso tudo?

R.P. – Sim, isso tudo. Foi uma coisa à séria.

C.F. – E contigo, ao que sei, foi sempre assim: à séria…

R.P. – Sim. Os namoros que tive foram longos. O primeiro durou cinco anos. O segundo, seis. E foram esses os namoros que eu tive. E acho que o amor, mesmo a sério, foi aos 21… Foi aí que eu percebi: “Ah! Isto é mesmo fixe!”

C.F. – Já com aquela pessoa que consideraste a tua alma gémea…

R.P. – Sim…

C.F. – Mas como é que soubeste que tu e o Angélico eram um só? Eras muito miúda…

R.P. – Sim, eu tinha 21 anos, mas, de repente, havia ali uma pessoa que me irritava…

C.F. – Ah! Ele começou por te irritar…

R.P. – Sim, e eu perguntava-me sobre o porquê de ele me irritar… Eu achava que ele tinha a mania e que se achava o maior… Mas, ao mesmo tempo, ficava intrigada sobre o porquê de eu lhe ligar tanto. Até que percebi que havia ali alguma coisa [risos]…

C.F. – E o sentimento dele, em relação a ti, era semelhante…

R.P. – Sim, ele achava que eu era uma manienta, e que nunca na vida iria ter alguma coisa comigo. Tanto que ele, o Angélico, achava a Cláudia Vieira muito gira. Nós andávamos sempre juntos: eu, ele, a Cláudia e o Pedro [Teixeira]. Quando ele falava da Cláudia, eu ficava com ciúmes… [risos]

C.F. – E foi um jogo de basquetebol que decidiu o início do vosso namoro…

R.P. – [risos] Tu sabes tudo…

C.F. – [risos] Pois sei…

R.P. – Foi mesmo. Porque o Angélico também gostava de jogar basquetebol e jogava bem e, às tantas, propôs-me um jogo. E esse jogo já tinha uma intenção, porque se eu ganhasse, podia escolher o restaurante para jantarmos. Se ganhasse ele, recebia um beijo. E eu deixei-o ganhar.

C.F. – Ah… [risos] Tu querias o beijo.

R.P. – [risos] Sim, e foi muito engraçado… Eu estava com 21 anos, já tinha namorado antes e… bolas… quando ele me disse: “Ganhei!”… Fiquei sem jeito, queria ir-me embora e tudo. E ele: “E então, o meu beijo?” E eu obriguei-o… [pausa com muitos risos]… a ir para debaixo de uma rampa de skate, porque não queria que ninguém visse o beijo [risos]. Mas, lá está… Era por essas pequenas coisas que eu percebia que aquele sentimento seria diferente, especial.

C.F. – Na altura, estavam ambos no auge do sucesso, com a série “Morangos com Açúcar”. Como é que geriram isso? Conseguiram viver à parte dessa mediatização?

R.P. – Hoje em dia, percebo que não… Porque eu hoje vivo à parte da mediatização e sei ver as diferenças. Naquela altura, tínhamos… vamos dizer assim… pessoas más à nossa volta e que nos influenciavam muito. Por outro lado, também ligávamos muito ao que as revistas inventavam. Todos os dias havia romances paralelos, traições de ambas as partes… E tudo aquilo mexia connosco. Discutíamos muito mesmo por causa dessas coisas.

C.F. – Quantos anos é que estiveram juntos?

R.P. – Seis anos. Cinco e mais um que ninguém soube [risos]. E fomos muito felizes. Nós éramos muito amigos e essa amizade, ao contrário de tudo o que foi escrito, ficou sempre. Depois de terminarmos a relação continuámos a falar muito. Eu sabia tudo. Sabia de todas as miúdas com quem ele estava, aquelas de quem ele gostava mais, as que ele achava que tinham um rabiosque melhor… [risos]

C.F. – Mas quem é que decidiu acabar?

R.P. – Decidimos um bocadinho os dois. E eu acho que o grande motivo foi o facto de não conseguirmos estar muito tempo juntos. Ele saía de casa às oito da noite – que era a hora a que eu chegava -,gravava a noite inteira e eu saía às sete da manhã, que era a hora a que ele chegava. E isto levava a discussões do género: “O que é que fizeste, o que é que não fizeste… Estiveste aqui, estiveste ali…” E quando estávamos juntos, nunca discutíamos.

C.F. – Sonhaste casar-te com ele?

R.P. – Sim, claro… Numa praia, ou assim…

C.F. – Tinham, então, até imaginado esse momento. Mas quando se deu a separação, como é que ficaste?

R.P. – Ficámos os dois muito desorientados. Até porque as revistas começaram logo a atacar, dizendo que ele estava com outra e eu com outro, enfim…

C.F. – Mesmo separados, continuavam a amar-se?

R.P. – Claro… Mesmo separados, quando víamos os boatos nas revistas, ligávamos um ao outro para tirar satisfações [risos].

C.F. – No fundo, nunca se separaram…

R.P. – Não!… Nunca nos separámos!… É uma relação que fica para sempre. Assim como a amizade com a Mena, a mãe do Angélico, também fica para sempre.

C.F. – Quando se deu o acidente, estavam ou não estavam a tentar ficar juntos de novo?…

R.P. – [pausa com risos] Nós não estávamos juntos… Tínhamo-nos reencontrado um mês antes e tínhamos começado a conversar de uma maneira diferente. Não quero magoar ninguém que, na altura, pudesse estar com ele. E esta é a verdade.

C.F. – Tu sentias que havia ali, de novo, alguma coisa…

R.P. – Sim… sentia. E não era que o tivéssemos procurado. Aconteceu. Aconteceu estarmos os dois no Porto a ver um jogo de basquetebol dos Globetrotters, uma equipa internacional, e termos, aí, começado a conversar… Foi, exatamente, um mês e quatro dias antes de o acidente acontecer…

C.F. – Sentes, então, que a vida te pôs à prova no dia em que recebeste aquele telefonema…

R.P. – Sim… muito…

C.F. – O que é que te disseram nesse telefonema?

R.P. – Ai… Cristina… [emociona-se]…

C.F. – A ti disseram-te logo a verdade?

R.P. – Mais ou menos… Primeiro, quando olhei para o visor do telemóvel, achei logo estranho que aquela pessoa estivesse a ligar-me… Tanto, que a primeira coisa que disse, sem que a pessoa do outro lado tivesse aberto a boca, foi: “O que é que aconteceu ao Angélico?” E essa pessoa disse-me que o Angélico estava no hospital, em estado muito grave, e que eu tinha de ir logo para o Porto e tinha de levar a Mena comigo.

C.F. – E foste tu que ligaste à mãe do Angélico…

R.P. – Sim.. e foi muito mau ter de ser eu a dizer-lhe. Embora, na verdade, naquele momento, nunca me tivesse passado pela cabeça que o final pudesse vir a ser aquele. Nunca. Eu percebi logo que era muito grave… Só que, lá está, nunca tinha lidado com a morte. Quando o meu avô materno faleceu, eu era ainda muito pequenina, portanto, não me apercebi. Nunca tinha lidado de frente com a morte… O que eu pensei foi que, sendo o Angélico tão forte, ele iria sobreviver.

C.F. – Sobre o que é que falaram as duas, tu e a mãe do Angélico, durante a viagem até ao Porto?

R.P. – Ah… Foi horrível, Cristina… O meu pai foi levar-me a casa dela por volta das cinco da manhã. Eu tive de dizer à Mena que o Angélico tinha sofrido um acidente, mas que estava tudo bem. Tive de mentir… E disse-lhe que tínhamos de ir ao Porto. Decidimos ir de avião, mas não conseguimos embarcar no primeiro voo, tivemos de esperar duas horas. E aquelas duas horas foram terríveis. Recebia telefonemas do hospital a darem-me conta do estado do Angélico, tinha a Mena a pedir-me a verdade, a verdade, a verdade… E eu sempre a rir-me e a dizer-lhe que estava tudo bem. E a mentira sucessiva durante aquelas duas horas… foi massacrante. Sinto que, naquelas duas horas, cresci dez anos. Eu tinha uma responsabilidade tão grande em cima dos ombros que virei mãe, amiga… Fiz todos os papéis.

C.F. – E estavas cheia de medo de chegar ao hospital…

R.P. – Sim, e a primeira pessoa com quem os médicos conversaram foi comigo. E foi terrível! Houve um enfermeiro – nunca esquecerei isto – que foi muito insensível quando lhe perguntei sobre o estado do Angélico. Ele disse-me: “O Angélico sobreviver e um tetraplégico voltar a andar é a mesma coisa.” Assim!… E depois… Fui para a igreja do hospital e rezei. Nunca na vida tinha rezado, não sabia o que era rezar, nem o que era pedir… A minha avó era católica e ensinou-me algumas orações, mas rezar para pedir alguma coisa, isso eu nunca tinha feito. Foi estranho, mas a verdade é que me ajoelhei naquela igreja e pedi muito, rezei muito. E estava muito desorientada, porque não me lembro de muitas coisas. Tenho imagens soltas. Não tenho o filme todo certinho…

C.F. – Os teus pedidos não foram atendidos… Como é que se vive uma partida destas?

R.P. – [suspiro] Bem, em primeiro lugar, eu queria ser forte. E queria ajudar os outros e tratar das coisas… Tratar do funeral, da roupa que ele ia usar…

C.F. – Sem chorar?

R.P. – Sim, sem chorar. E lembro-me de que um dos momentos mais dramáticos foi quando tive de dizer à Mena que ele queria ser cremado. A Mena… A Mena não queria. Agarrou-me, aos gritos, e disse-me que isso nunca iria acontecer, pois não fazia parte dos princípios dela. Claro que depois cedeu…

C.F. – O Angélico não mais falou, não mais teve uma reação… Mas tu despediste-te dele?

R.P. – [com voz sumida] Sim… despedi-me… Conversei muito com ele, pus muitas músicas para ele ouvir…

C.F. – Qual foi a última coisa que lhe disseste?

R.P. – Eu perguntei-lhe muitas vezes porquê… “Mas porquê? Porque é que isto aconteceu?” Mas nunca pensei mesmo que o desfecho fosse aquele. Mesmo no último dia em que saí do hospital, não saí a pensar que ia dizer adeus. Portanto, conversei longas horas com… [pausa] com o corpo, não é? Mas nunca saí dali a pensar que não voltaria a vê-lo vivo.

C.F. – Quando é que começaram as saudades difíceis de superar?

R.P. – Quando cheguei a casa, já depois do funeral, depois de tudo… Aí é que me bateu… Aí é que percebi o que é que, realmente, tinha acontecido. E todo aquele primeiro ano foi horrível…

C.F. – Quem é que foi importante para ti nessa altura? Choraste no ombro de quem?

R.P. – Da minha irmã. Em frente aos meus pais nunca chorei. Eles ligavam e perguntavam-me como é que eu estava e eu dizia que estava tudo bem. Fazia de conta que andava ocupada. A minha irmã é que levou com o filme todo, como se costuma dizer.

C.F. – O que é que tu guardas dele? Ainda tens coisas dele em casa?

R.P. – Tenho [risos]… Essas coisas estão guardadas e sinto, muitas vezes, que essas coisas são protecções minhas. Sinto que o Angélico me protege. E não escondo isto de ninguém.

C.F. – É um passado que não queres apagar, de todo! E que não vais esquecer nunca…

R.P. – Não costumo falar disto publicamente. Entre amigos, falo muito, sinto-me bem a falar do Angélico e sinto que me faz bem falar dele. Penso muito sobre o que andaria ele a fazer se ainda estivesse cá [sorrisos].

C.F. – Chegaste a pensar que a tua capacidade de amar tinha acabado aí?

R.P. – Na altura, decidi: “Eu não quero amar mais ninguém!” Não queria gostar de ninguém. Dizia a mim mesma: “Nunca mais na vida volto a sofrer desta maneira. Mas nem pensar!” [pausa] “Portanto, a única solução é eu não amar mais ninguém! Já tenho de me preocupar com o sofrimento de uma eventual perda da minha irmã ou dos meus pais, não vou meter mais uma pessoa na minha vida!” Foi assim que eu pensei.

C.F. – Mas sentias que, caso te apaixonasses, estarias também a desrespeitar aquele que tinha sido o amor da tua vida?

R.P. – Não! Não é por aí. Porque, lá está, quem eu perdi foi um grande amigo. Apesar de ter sido um grande amor, no momento em que ele partiu, éramos amigos.

C.F. – O tempo cura tudo?

R.P. – Não! Não. O tempo atenua a saudade… e atenua o sofrimento. O tempo ensina-nos e habitua-nos. Mas o sofrimento não se esquece e o que eu sofri estará sempre dentro de mim. E o medo de perder é eterno.

C.F. – Mas voltaste a descobrir o amor…

R.P. – [risos] E sou feliz como não imaginava ser…

C.F. – Se o Angélico estivesse cá, o que é que achas que ele te diria sobre o teu namorado?

R.P. – [pausa] “O gajo é um ganda bacano!” [risos]

C.F. – Falaste com o Angélico sobre o assunto, mesmo não estando ele cá?

R.P. – [pausa/comoção] Acho que foi o Angélico que o escolheu… Acho que foi por aí. Acredito que ele me foi orientando durante estes quatro anos. E eu deixei. Estava na hora e quando o amor apareceu, achei que era só mais um. Mas comecei a perceber que o caminho era este. Foi tudo tão perfeito que achei que este amor teve a mão do Angélico. São coisas que se sentem e que ninguém explica.

C.F. – Que força é que tem, afinal, o amor, Rita?

R.P. – O amor domina a minha vida. Vivo muito de amor.

C.F. – E estás pronta para… o amor de mãe?

R.P. – Sim, sim… Acho que estou pronta. A profissão ainda controla um bocadinho a minha vida, mas é um amor que eu quero em breve.

C.F. – Rita, muito obrigada…

R.P. – Obrigada eu [risos]…

C.F. – … e parabéns pela tua força!

R.P. – Obrigada!

 

Fonte: rita-pereira.com

publicado por *Patricia* às 23:57
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Cristina Ferreira entrevista Rita Pereira - Completo (14/09/2015)

 Actualizado (27/8/2016)

http://www.tvi.iol.pt/programa/cristina/55f310140cf244f583cbabbf/videos/--/cristina--videos/video/55f719570cf2e6961770ee64/1

publicado por *Patricia* às 23:17
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2015

Análise à Linguagem Corporal numa entrevista de Rita Pereira

 

publicado por *Patricia* às 10:24
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Rita Pereira sobre Angélico: «Nunca nos separámos»

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 Cristina Ferreira entrevistou Rita Pereira para o número 6 da revista «Cristina». 

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A apresentadora da TVI divulgou o making of da entrevista, em que é possível perceber que a atriz revela alguns dos detalhes mais íntimos da sua vida. 


Um dos temas abordados é a relação que a atriz manteve com o falecido ator Angélico, aquele que considerou a sua «alma gémea», contando pormenores da relação de «cinco anos mais um ano que ninguém soube».

«Sonhei que ia casar com ele», conta a atriz que confidencia que «nunca nos separámos».

 

 

Fonte: Lux

publicado por *Patricia* às 10:13
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2015

Making Of Rita Pereira

 

“É hora de falar!” Foi assim que ela reagiu ao desafio que lhe lancei para protagonizar a CRISTINA do mês de agosto.

Rita Pereira abre o coração e responde a tudo o que sempre quisemos saber sobre a morte do grande amor da vida dela. Veja o vídeo da entrevista. Mas já sabe: as respostas só as pode encontrar na revista CRISTINA!

 

Fonte: http://dailycristina.com/2015/08/making-of-rita-pereira/

 

publicado por *Patricia* às 23:15
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012

“Fujo da imagem de diva, de sex symbol, de pessoa que está no topo e é intocável”

Aos 30 anos, Rita Pereira faz um balanço do seu percurso e partilha ambições

Rita Pereira garante que ao longo dos anos, tem vindo a aprender a gerir melhor a sua imagem. Atualmente, concede apenas duas ou três produções por ano. Uma delas… é esta. A conversa com a atriz da TVI percorreu vários temas: Natal, infância, trabalho… E as saudades do cantor e ator Angélico Vieira, que morreu há um ano e meio.

 

Lux – Gosta do Natal?

Rita Pereira – Gosto muito, porque estou com a minha família e adoro oferecer presentes. É sempre uma altura em que tenho a oportunidade de ir para a aldeia comer os bolinhos feitos pela minha avó.

Lux – Os seus pais estão separados. Como é que gere isso?

R.P. – Passo o dia 24 com um e o 25 com outro. E vamos alternando ao longo dos anos. Da parte do meu pai, vamos para perto de Castelo Branco. Da parte da minha mãe, passamos na Graça, em Lisboa.

Lux – Foi fácil manter esse entusiasmo por esta época?

R.P. – Sim, porque nós somos os quatro muito unidos: eu, os meus pais e a minha irmã. É óbvio que o primeiro Natal após a separação foi um bocadinho estranho. Eu tinha 16 anos e a minha irmã tinha 10. Mas eles tiveram imenso cuidado relativamente a isso e nunca houve um choque grande.

Lux – Independentemente de ter de se dividir, passa sempre esta quadra com a sua irmã?

R.P. – Sempre. Somos inseparáveis. E é a ela que gosto mais de oferecer presentes. E dou-lhe sempre presentes personalizados.

Lux – E entram em competição?

R.P. – Acerca do número de presentes? Sim. Ela, como tem imenso jeito para trabalhos manuais, oferece-me coisas maravilhosas. Mas adoro oferecer a todos. No ano passado, dei ao meu pai um salto de queda livre. E já o fizemos os dois. Foi ótimo!

Lux – Ele é o mais aventureiro?

R.P. – Ele é o criativo, porque é professor de artes e pintor. A minha mãe é mais aventureira. Vai todos os anos a concertos, festivais… E sai à noite comigo. Depois perguntam-lhe se é minha irmã e ela fica toda contente. Os meus amigos habituaram-se a conviver com eles. O meu pai é que ia sempre buscar-nos à discoteca. Deram-nos muita liberdade, desde que nos portássemos de forma responsável.

Lux – Pela maneira como fala parecem ser todos muito divertidos. Imagino-a como o bobo da corte lá em casa…

R.P. – Completamente. Sou sempre a palhaça [risos]. Mas até as minhas avós entram nas brincadeiras.

Lux – Sempre conviveu muito com elas?

R.P. – Muito. Passava metade do verão com uma e outra metade com a outra. Em Castelo Branco, lembro-me de que o meu avô pendurava cordas enormes nas árvores para nos lançarmos para uma lagoa que lá havia. E quando ia para o Algarve com a minha avó materna, lembro-me de que ela sempre gostou muito de se bronzear, então, apanhei essa mania com ela. Todos os verões tinha bronzeadores novos [risos].

Lux – Já disse que envolve sempre a família nas suas decisões…

R.P. – Desde o vestido que vou usar nos Emmy até a questões de contratos, falo sempre com os meus pais e com a minha irmã. Costumo dizer que são três públicos diferentes. E são muito diretos.

Lux – E a Rita, é muito direta?

R.P. – Sim. As pessoas sabem o que esperar de mim. Hoje em dia, sou uma pessoa muito mais desconfiadas, também pela minha profissão.

Lux – Mas diz tudo o que pensa?

R.P. – Hoje contenho-me muito mais. Antes, achava que era uma menina rebelde que podia dizer tudo o que me vinha à cabeça. Mas tenho o coração na boca, e as pessoas sabem que se eu não gostar, vou dizer que não gosto.

Lux – Era muito refilona?

R.P. – Era muito teimosa. Nunca aceitei um não porque não. Os professores diziam que eu era muito insolente. Eu perguntava o que era ser insolente. E eles diziam que eu conseguia responder-lhes, sem ser mal-educada e sem poderem mandar-me para a rua. Mas irritava-os [gargalhada].

Lux – A sua irmã já não parece ser assim…

R.P. – Nada. Se bem que é muito faladora. É muito inteligente, com os pés bem assentes na terra. Tem 24 anos e já está a dar aulas, pelo segundo ano, ao primeiro ciclo.

Lux – Fala dela com orgulho.

R.P. – Admiro-a imenso, porque ela nunca quis aparecer e ser conhecida como a irmã da Rita Pereira. Isso mostra personalidade. E é a pessoa que melhor me conhece, até melhor do que os meus pais.

Lux – Ela terá sido um dos seus pilares, na altura em que sentia ter passado de bestial a besta?

R.P. – Isso foi naquela altura do [fim do namoro com o] Angélico. A imprensa adorava-me e, de repente… Mas já passou.

Lux – Conseguiu ultrapassar isso?

R.P. – Sim… Ao longo dos anos fui aprendendo a lidar com isso de outra maneira, a perceber que faz parte da profissão que escolhi.

Lux – Essa postura tem a ver com a maturidade, com o facto de já ter 30 anos?

R.P. – Sem dúvida alguma que tem a ver com a maturidade e com objetivos e prioridades, acima de tudo.

Lux – Quais foram as principais evoluções?

R.P. – Sempre fui uma pessoa com objetivos muito definidos e acho que continuo assim, mas tornei-me mais certa daquilo que quero. Há uns anos, andava um bocado perdida, quanto ao que queria realmente fazer, ou sobre quando é que queria construir uma família…

Lux – Pensava muito nisso?

R.P. – Ah, sim. Desde pequena que quero ser mãe. Porque a minha família sempre foi muito importante para mim…

Lux – Às vezes, o efeito é contrário. Há filhos de pais separados cujo sonho de família fica destruído.

R.P. – Mas isso são filhos que depois da separação não são acompanhados da melhor maneira. Acho que se os pais continuarem a dar-lhes o mesmo amor, os filhos acabam por não sentir isso.

Lux – Voltando a si. Quer uma família grande?

R.P. – Uns três filhos. E sempre quis ter mais irmãos.

Lux – Estava a dizer que já não vive tão angustiada com isso. Não devia ser ao contrário?

R.P. – Não. Com 30 sinto-me igual a quando tinha 25 anos. Encaro as coisas de forma mais natural. Vejo pela Margarida Marinho, que foi mãe aos 42, e tem uma excelente relação com a filha. Não há uma idade para se ser mãe.

Lux – Está a gravar a nova novela da TVI, “De Mulher para Mulher”. Quem é a personagem que via interpretar?

R.P. – A Fernanda, uma mecânica que vive num bairro. É uma mulher-furacão, que faz parte do núcleo cómico.

Lux - Tem sido difícil dar-lhe vida?

R.P. – Ela conduz um reboque. Tive aulas para aprender a colocar o carro em cima do reboque – é extremamente difícil – e também tive aulas de condução defensiva, porque, à noite, ela faz street racing. É muito interessante!

Lux – Já protagonizou quatro novelas…

R.P. – Acho que seis, mas deixe-me contar: ‘Doce Fugitiva’, ‘Feitiço de Amor’, ‘Meu Amor’, ‘Remédio Santo’ e esta, cinco.

Lux – Certo. Portanto, feito este percurso, pensa: ‘E agora?’

R.P. – Penso muito, sim. Quero fazer teatro outra vez, ou, se calhar, tentar alguma coisa lá fora.

Lux – Já está a trabalhar para que isso aconteça?

R.P. – Não… É um pensar de querer pôr em prática. Eu estava a meio de “Remédio Santo” e o [António] Barreira já estava a falar-me desta personagem. Portanto, não valeria a pena começar outra coisa. Até porque o teatro, por exemplo, rouba-nos muito tempo e eu não quero tentar conciliar tudo, como já fiz uma vez.

Lux – Acumular teatro e televisão não funciona?

R.P. – Ai não, não. Não é que tenha prejudicado o meu trabalho, mas fisicamente estava completamente desgastada [aquando do musical 'Os Produtores']. Emagreci imenso, porque nem sequer tinha tempo para comer.

Lux – Esse foi também aquele período complicado a nível pessoal…

R.P. – Sim, também teve esse lado pessoal. [silêncio]

Lux – Foi a altura em que terminou o namoro com o Angélico. Já passou um ano e meio desde a sua morte. Consegue aceitar melhor essa realidade?

R.P. – Não. Não. [Faz uma pausa]

Lux – Ele ainda está muito presente?

R.P. – Eu não gosto de falar sobre isso. Mas não, não aceito.

Lux – Como é que tenta combater essa revolta? Imagino que será uma revolta…

R.P. – Sim, é. Tento dar muito mais valor à vida, e aproveitar por mim e por ele.

Lux – Pensa nele todos os dias?

R.P. – Não vou responder a isso.

Lux – Então pergunto de outra forma: sempre teve uma ligação muito forte com a mãe dele…

R.P. – [Interrompe] Com a mãe e com ele. Ao contrário do que foi dito, nunca deixámos de nós falar, sempre fomos amigos. Em relação à mãe, estou com ela todas as semanas.

Lux – Sente que ela precisa desse apoio?

R.P. – Precisa.

Lux – E a si? Reconforta-a poder acompanhá-la nesta fase?

R.P. – Claro que sim. Mas não gosto muito de falar sobre isso, como disse.

Lux – Muito bem. Termino por perguntar sobre as polémicas com Anita Costa [namorada de Angélico na altura da sua morte]. Havia algum fundo de verdade no que foi dito?

R.P. – Não vou alimentar isso.

Lux – Está em paz com a sua consciência?

R.P. – Completamente. A única coisa que posso dizer é que é mentira que eu e a Anita nos dêmos mal. Falamo-nos tranquilamente, queremos a felicidade uma da outra e sabemos que ambas partilhamos o mesmo sofrimento.

Lux – Ainda que a abordagem destes assuntos a incomode, tem noção de que as pessoas gostam de saber sobre a sua vida?

R.P. – Claro que sim, compreendo perfeitamente. Mas acho que, muitas vezes, não é o público que quer ver certas coisas. As pessoas querem ver-me feliz. Hoje em dia, com a minha experiência, aprendi muito. Por exemplo, sei exatamente aquilo que vai colocar como título do que eu disser. Portanto, controlo muito bem tudo o que digo.

Lux – Mas fala com um ar muito descontraído.

R.P. – Sim, já me habituei. Também já são dez anos. Por exemplo, fiz agora o videoclip do Mickael Carreira. Mas tive de me mentalizar de que não ia importar-me com a polémica à volta do possível romance entre nós. Tenho de optar: ou faço um trabalho que vai ficar com qualidade e é bom para o meu currículo, ou simplesmente não o faço porque não quero passar por polémicas. Optei pela primeira, e fiquei muito feliz, porque acho que resultou num trabalho fantástico.

Lux – Ainda sobre relações pessoais. Desde o Miguel Mouzinho que nunca mais assumiu nenhum namorado. Está sozinha?

R.P. – Não vou comentar.

Lux – Não estou a pedir que comente, estou a fazer-lhe uma pergunta direta. Tem alguém? Falou-se no António Conde, dos Expensive Soul, no Nani…

R.P. – Sim, sim. Nani, Paulo Rocha, Ronaldo… Enfim. Não respondo.

Lux – É vista por parte do público como um sex symbol. Gosta que tenham essa imagem de si?

R.P. – Não é uma imagem que puxo. Vê-se a diferença entre a minha [sessão fotográfica para a] Playboy e as outras. Nas novelas, recuso-me a fazer cenas em soutien e cuecas. Nas produções não faço boquinhas, olhinhos, nem uso decotes até ao joelho… Se sou sensual ou não, é uma coisa natural.

Lux – Para se ter essa imagem não é preciso estar-se de soutien e cuecas…

R.P. – Sim, mas é impensável para muitas atrizes sair à rua sem maquilhagem, pôr fotos no Facebook despenteadas… E podem ver dezenas de fotos minhas sem maquilhagem, descontraída. Eu fujo da imagem da diva, de sex symbol, da pessoa que está no topo e é intocável.

Lux – Todavia, essas características até podem trazer mais trabalho, como o convite da Playboy. É sinal de que o público gosta de a ver assim.

R.P. – É sinal de que querem ver-me assim, porque nunca me viram assim. Se calhar, há pessoas mais bonitas do que eu que não foram convidadas porque já apareceram muitas vezes despidas ou de soutien e cuecas.

 

Fonte: rita-pereira.org/Lux

publicado por *Patricia* às 14:15
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Sábado, 23 de Junho de 2012

"Os segredos de Rita Pereira e Angélico em livro!"

Rita Pereira participou no livro que a mãe de Angélico escreveu sobre o filho, revelando vários episódios da sua história de amor com Angélico Vieira, o jovem cantor falecido há um ano num trágico acidente de viação.

 

O livro chamar-se-à “Nunca Te Esquecerei”e aqui fica alguns dos segredos contados por Rita Pereira nessa obra: Os dois conheceram-se na TVI, na 2ª temporada de “Morangos com Acúcar” e apesar de no início não simpatizarem um com o outro, o casal acabou por começar a namorar em 2004. “Eu achava que ele tinha a mania e o Sandro (Angélico) achava que eu era um nariz empinado”, escreve a atriz.

O primeiro beijo aconteceu no final de uma partida de basquetebol a dois, em Setembro de 2004. Eles tinham apostado que se Angélico ganhasse teria direito a um beijo e este acabou por conseguiu-lo. “Foi assim que começámos a namorar, mas muito às escondidas”, revela Rita.

Em Dezembro do mesmo ano, Rita e Angélico assumiram o namoro e, pouco depois, a atriz mudou-se para a casa de Angélico e sua mãe, onde haveria de viver durante cinco anos.

“Éramos almas gémeas... Conhecíamo-nos profundamente um ao outro e até fisicamente éramos parececidos, nos olhos, nos dentes. (...)

Encontrei sem procurar o que muitos procuram sem encontrar, a minha alma gémea, e isso ninguém me tira”, sublinha Rita Pereira no seu testemunho escrito.

Sobre o fim da relação em Fevereiro de 2009, Rita afirma: “Separámo-nos por causa da música, porque o Sandro não tinha tempo para mais nada, não tinha tempo para mim nem para ninguém...”. No entanto continuaram bons amigos.

Rita Pereira ainda lembra o último dia em que esteve com o ex-namorado. Foi a 21 de Junho do ano passado, quatro dias antes do fatídico acidente.

Jantaram sozinhos em casa da actriz e trocaram momentos de carinho. "O Sandro (Angélico) segurou-me a cara com as duas mãos, ficou a olhar-me nos olhos e disse ‘estou a tirar-te fotografias, para depois me lembrar de ti'. Não consigo deixar se pensar nisso", relata a jovem de 30 anos.

Na madrugada do acidente Rita ainda chegou a falar com Angélico, por volta das 01h30. O cantor prometeu que lhe voltava a ligar, mas a atriz recebeu às 05h00 uma chamada do dono do stand. "Percebi imediatamente que lhe tinha acontecido algo. Fui buscar a Mena [a mãe], menti-lhe. Não lhe podia dizer que o filho estava à beira da morte", revelou a atriz.

O livro “Nunca Te Esquecerei”, escrito por Filomena Vieira para homenagear o filho, vai ser lançado na sexta-feira às 18h30 no Coliseu de Lisboa.

 

Fonte: Casamentos Magazine

publicado por *Patricia* às 23:55
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

TESTEMUNHO por Rita Pereira

Filomena Vieira, srª dona mãe do falecido cantor Sandro Vieira, escreveu um livro, Nunca te Esquecerei. Rita Pereira, a eterna namorada do mesmo, escreveu lá um testemunho. Créditos: http://rita-pereira.org/

 

Conheci o Sandro nos ensaios dos Morangos com Açúcar e fazíamos parte do mesmo núcleo de atores. Antes disso, já o tinha visto numa fotografia da campanha da Shop One, mas não sabia quem ele era, como se chamava, se era português ou não. Nessa altura, lembro-me de ter olhado para a fotografia e de ter pensado: «Que giro!» O Sandro também já me tinha visto, num casting para um anúncio a que fomos os dois, mas nessa altura não teve lada para meter conversa comigo. Assim, só nos conhecemos mesmo quando ambos chegámos aos Morangos com Açúcar.
Mas, no início dos
Morangos, não nos demos nada bem! Eu achava que ele tinha a mania e o Sandro achava que eu era uma nariz empinado. Além disso, ele fazia uma coisa que eu odiava, e fazia-o de propósito para me irritar: mexia os músculos do peito. Eu achava aquilo horrível, de uma enorme falta de gosto, até que, finalmente, percebi que ele só fazia aquilo porque sabia que me irritava! Depois, acabámos por resolver estas implicações porque descobrimos que tínhamos o mesmo gosto pela música e pelo basquetebol. As coisas melhoraram muito quando, uma noite, eu, ele, a Cláudia Vieira e o Pedro Teixeira combinámos sair para dançar quizomba e o Sandro descobriu que eu sabia dançar tão bem como ele.
A partir daí, começámos a achar cada vez mais graça um ao outro e, em setembro ou outubro de 2004, combinámos ir jogar basquetebol para a praia de Carcavelos, mas antes do jogo, ele disse-me:
- Bom, ir só jogar por jogar não tem graça nenhuma, temos de apostar qualquer coisa.
Por isso, apostámos que se ele ganhasse, o prémio era um beijo, se fosse eu a ganhar, era um jantar. Foi ele que ganhou o jogo... E eu fiquei muito atrapalhada e preparava-me para ir embora sem cumprir a promessa, mas o Sandro estava disposto a cobrar o beijo que eu lhe devia:
- Então, não és uma mulher de palavra? Prometeste que me davas um beijo, agora tens de dar!
E eu, por fim, lá concordei:
- Pronto, está bem, dou-te o beijo. Assim como assim, também tenho de dar beijos na novela, por isso, mais um menos um...
Fomos para debaixo de uma rampa de
skate que havia ao lado da tabela de basquetebol, mas já gostávamos um do outro e eu nunca mais arranjava coragem para o beijar... Estivemos ali imenso tempo. Foi assim que começámos a namorar, mas muito às escondidas, não queríamos que ninguém soubesse. Estávamos naquela fase de nos conhecermos mutuamente, nenhum de nós sabia o que é que aquilo ia dar...
Só três meses depois, em dezembro, é que assumimos o namoro e essa é uma história muito bonita. Eu tinha ido fazer um desfile ao Alentejo e, a seguir, íamos a cada de uns amigos do Sandro, que eu não conhecia e não sabia onde moravam. Por isso, combinámos que ele esperava por mim à entrada da ponte e eu ia atrás dele. Era uma noite de tempestade, chovia torrencialmente, uma ventania descomunal. Nessa altura, eu tinha um Smart e, já em cima do tabuleiro da ponte, a 50km/h, passei para a faixa da esquerda e uma rajada de vento, que veio de baixo, fez o meu carro rodopiar umas duas ou três vezes e fiquei virada em sentido contrário. Entretanto, um condutor que vinha atrás de mim e que estava bêbado, bateu-me de lado, a meio do carro. E no meio daquilo tudo, abro os olhos e vejo o Sandro a correr na ponte, com os carros a passarem por ele, completamente encharcado por aquela chuva torrencial, a chegar ao pé do meu carro, abrir a porta e agarrar-se a mim:
- Estás bem? Estás bem? Agora tenho a certeza que te vou amar para sempre e que nunca vou conseguir viver sem ti!
Foi uma coisa tão bonita, tão forte... Parecia uma cena de filme.
O Sandro era uma pessoa muito inteligente, muito sensível e muito divertida. Ao pé dele, nunca ninguém estava triste. Tinha um sorriso lindo. Queria sempre saber mais e, quando não sabia alguma coisa, informava-se, aprendia. E gostava de me lembrar que era mais novo que eu, porque eu nasci em março e ele em dezembro. Estava sempre a dizer-me:
- Quando tu estiveres bem
cota, eu vou ser aquele pai todo giraço e tu vais ser a cota!
Eu ria-me e respondia:
- Mas são meses de diferença, não são anos...
E ele respondia-me:
- Não interessa, não interessa, és mais velha!
Não conseguia estar muito tempo zangada com ele. Se discutíamos - era nessas alturas que o tratava por Sandro, porque, de resto, chamava-lhe sempre
Baby -, ele conseguia dar a volta ao assunto e, dali a pouco, eu estava a rir às gargalhadas.
E a discussão acabava assim, os dois a rir e eu um bocadinho irritada comigo mesma e a pensar: «Rita, ainda há bocado começaste uma discussão por causa disto e agora estás a rir do mesmíssimo assunto que te fez discutir!»
Éramos almas gémeas... Conhecíamo-nos profundamente um ao outro e até fisicamente éramos parecidos, nos olhos, nos dentes. Uma vez, logo no início do namoro, fomos comprar castanhas assadas àquela senhora que está sempre no Saldanha. E ela perguntou:
- Quem é que paga, a menina ou o seu irmão?
O Sandro desatou a rir, mas não se desmanchou:
- O mano paga!
Outra vez, tirámos uma fotografia com as nossas caras coladas uma à outra e, depois, recortámos e ficou só o meu olho esquerdo e o olho direito dele. E perguntávamos às pessoas que nos conheciam quem era quem. Toda a gente ficava baralhada e até a Mena, que era a mãe dele, se enganou e disse que eu era ele e e ele era eu.
Separámo-nos por causa da música, porque o Sandro não tinha tempo para mais nada, não tinha tempo para mim nem para ninguém. E estivesse onde estivesse, se lhe surgia a ideia de uma música, começava a cantar. Uma vez fomos a Londres e estávamos no Harrod's quando isso aconteceu. De repente, no meio daquela loja chiquíssima, ele pegou no telemóvel e começou a gravar os sons que lhe vinham à cabeça: «Tum-tum-tum-tum.» Mas aos altos berros! E eu, a morrer de vergonha:
- Sandro, cala-te, por favor, está toda a gente a olhar para nós!
Mas, nessas alturas, só ouvia a música que tinha na cabeça e não se ralava nada que estivessem a olhar para ele. Ninguém o calava! Não queria saber se estava no meio do Harrod's ou sozinho em casa. Não contente por estar ali a cantar no meio da loja, ficou sem bateria no telemóvel e acabou de gravar a música com o meu. Ele era assim... Tinha inspirações repentinas. Noutra altura, estávamos na Jamaica, eu fiquei na praia e ele disse que ia dar uma volta à beira-mar. Uma hora e meia depois, ainda não tinha voltado e eu já estava preocupadíssima, a achar que lhe tinha acontecido alguma coisa. Os seguranças do hotel já se preparaavm para ir à procura dele quando o Sandro aparece ao fundo da praia, com dois ou três
rastafáris, a cantarem e a tocarem jambés.
- Sandro, onde é que te meteste? Estava toda a gente preocupadíssima...
- Tive uma inspiração e encontrei estes dois manos que já começaram a tocar e tenho aqui uma
g'anda música...
A música era o grande amor da vida dele e ele tinha nascido para a música. Há pessoas que tentam uma vida inteira e o Sandro não precisava de tentar, tinha a música dentro dele. E fazia tudo pela música e pelos fãs. Eu não tinha ciúmes, mas ficava triste muitas vezes, como quando ele voltou de uma viagem longa - acho que foi quando veio do Brasil, depois de gravar a novela da Bandeirantes - e, mal ele apareceu, a Ritaza começou a correr e foi a primeira pessoa a abraçá-lo. E eu, que já não o via há imenso tempo, fiquei para trás. Nessas alturas, sentia-me triste... Mas o Sandro era incapaz de dizer à Ritaza ou fosse a quem fosse:
- Está ali a Rita, vou abraçá-la primeiro.
Não era por mal, nem lhe passava pela cabeça que eu ficasse triste. Tal como era incapaz de recusar um autógrafo ou de dizer a alguém que parasse porque o estava a incomodar. Estava sempre genuinamente disponível e eu aprendi imenso com ele no que diz respeito à relação com os fãs. Ele dava-lhes tudo. «Angélico, dá-me o teu chapéu!» E ele dava o chapéu. «Angélico, dá-me o teu colar.» E ele dava. «Angélico, dá-me o teu relógio.» E lá ia o relógio. E, às vezes, eu dizia-lhe:
- Mas acabaste de comprar o relógio...
E ele respondeu:
- O que é que interessa? Posso comprar outro. E se ele está-me a pedir é porque precisa...
Quando nos separámos, estivemos dois ou três meses sem nos falarmos porque precisávamos desse intervalo. Mas, depois, recomeçámos a encontrar-mo-nos e falávamos muitas vezes ao telefone; contávamos muita coisa um ao outro, eu sabia a vida dele e ele sabia a minha vida.
Na terça-feira, 21 de junho de 2011, jantámos os dois sozinhos em minha casa. Conversámos sobre várias coisas das nossas vidas, como fazíamos sempre. Mas aconteceu uma coisa em que penso muitas vezes... O Sandro gostava de me segurar a cara com as duas mãos e de ficar a olhar para os meus olhos. E dizia-me:
- Estou a tirar-te fotografias.
Nessa noite, fez isso. Segurou-me na cara e disse:
- Deixa-me tirar fotografias para depois me lembrar de ti.
Penso muito nisso... Foi a última vez que estivemos juntos. Não consigo deixar de pensar nisso...
No dia do acidente, falámos ao telefone por volta da uma e meia da manhã. Disse-me que estava no carro com outras pessoas e que depois me ligava. Às cinco da manhã, quando o meu telefone voltou a tocar, prensei que era ele... Mas já não era! Quando vi no visor do telemóvel: «Augusto - Carros», percebi imediatamente que tinha acontecido alguma coisa e a minha primeira pergunta foi:
- O que é que aconteceu ao Sandro?
Soube logo que era muito grave. A partir daí, a minha única preocupação foi ir buscar a Mena a casa e mentir-lhe para a levar para o Porto sem que ela percebesse a gravidade da situação... Foram horas terríveis... Disse-lhes que tínhamos de ir porque era preciso ela assinar uns papéis para ele poder ter alta. Não lhe podia dizer que o filho estava à beira da morte...
Ser grave já era uma facada no meu coração. Nunca me passou pela cabeça que fosse tão grave. Foram os três piores dias da minha vida. Pela primeira vez, ele chegou primeiro do que todos, a única vez que não deveria ter chegado... Mas uma coisa é certa, encontrei sem procurar o que muitos procuram sem encontrar, a minha alma gémea, e isso ninguém me tira...

 

Fonte: rita-pereira.org

publicado por *Patricia* às 16:44
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Rita nega aproximação: “Não estive com o Angélico”

Rita Pereira nega qualquer aproximação com o ex-namorado e garante que nem sequer tem estado com Angélico nos últimos tempos.

'Não é verdade que haja uma reaproximação entre nós. E, mesmo que houvesse, por que razão é que teríamos de nos encontrar no Porto?', deixa no ar a actriz, que nega qualquer tipo de interesse económico no seu namoro passado com Angélico: 'A nossa relação era tudo menos um contrato milionário. Nunca teve nada a ver com isso.'

 

Fonte: Vidas

publicado por *Patricia* às 22:52
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Rita Pereira: Namoro acabou de forma calma

A actriz da TVI é a próxima entrevistada do programa ‘Alta Definição’, da SIC, e não se inibe em falar do fim do seu namoro de quatro anos com Angélico Vieira.

"A história teve um final feliz, não para a imprensa, mas para nós sim. Tivemos um final tranquilo", confessou Rita Pereira.

 

Fonte: Vidas

publicado por *Patricia* às 22:42
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