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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

TESTEMUNHO por Rita Pereira

Filomena Vieira, srª dona mãe do falecido cantor Sandro Vieira, escreveu um livro, Nunca te Esquecerei. Rita Pereira, a eterna namorada do mesmo, escreveu lá um testemunho. Créditos: http://rita-pereira.org/

 

Conheci o Sandro nos ensaios dos Morangos com Açúcar e fazíamos parte do mesmo núcleo de atores. Antes disso, já o tinha visto numa fotografia da campanha da Shop One, mas não sabia quem ele era, como se chamava, se era português ou não. Nessa altura, lembro-me de ter olhado para a fotografia e de ter pensado: «Que giro!» O Sandro também já me tinha visto, num casting para um anúncio a que fomos os dois, mas nessa altura não teve lada para meter conversa comigo. Assim, só nos conhecemos mesmo quando ambos chegámos aos Morangos com Açúcar.
Mas, no início dos
Morangos, não nos demos nada bem! Eu achava que ele tinha a mania e o Sandro achava que eu era uma nariz empinado. Além disso, ele fazia uma coisa que eu odiava, e fazia-o de propósito para me irritar: mexia os músculos do peito. Eu achava aquilo horrível, de uma enorme falta de gosto, até que, finalmente, percebi que ele só fazia aquilo porque sabia que me irritava! Depois, acabámos por resolver estas implicações porque descobrimos que tínhamos o mesmo gosto pela música e pelo basquetebol. As coisas melhoraram muito quando, uma noite, eu, ele, a Cláudia Vieira e o Pedro Teixeira combinámos sair para dançar quizomba e o Sandro descobriu que eu sabia dançar tão bem como ele.
A partir daí, começámos a achar cada vez mais graça um ao outro e, em setembro ou outubro de 2004, combinámos ir jogar basquetebol para a praia de Carcavelos, mas antes do jogo, ele disse-me:
- Bom, ir só jogar por jogar não tem graça nenhuma, temos de apostar qualquer coisa.
Por isso, apostámos que se ele ganhasse, o prémio era um beijo, se fosse eu a ganhar, era um jantar. Foi ele que ganhou o jogo... E eu fiquei muito atrapalhada e preparava-me para ir embora sem cumprir a promessa, mas o Sandro estava disposto a cobrar o beijo que eu lhe devia:
- Então, não és uma mulher de palavra? Prometeste que me davas um beijo, agora tens de dar!
E eu, por fim, lá concordei:
- Pronto, está bem, dou-te o beijo. Assim como assim, também tenho de dar beijos na novela, por isso, mais um menos um...
Fomos para debaixo de uma rampa de
skate que havia ao lado da tabela de basquetebol, mas já gostávamos um do outro e eu nunca mais arranjava coragem para o beijar... Estivemos ali imenso tempo. Foi assim que começámos a namorar, mas muito às escondidas, não queríamos que ninguém soubesse. Estávamos naquela fase de nos conhecermos mutuamente, nenhum de nós sabia o que é que aquilo ia dar...
Só três meses depois, em dezembro, é que assumimos o namoro e essa é uma história muito bonita. Eu tinha ido fazer um desfile ao Alentejo e, a seguir, íamos a cada de uns amigos do Sandro, que eu não conhecia e não sabia onde moravam. Por isso, combinámos que ele esperava por mim à entrada da ponte e eu ia atrás dele. Era uma noite de tempestade, chovia torrencialmente, uma ventania descomunal. Nessa altura, eu tinha um Smart e, já em cima do tabuleiro da ponte, a 50km/h, passei para a faixa da esquerda e uma rajada de vento, que veio de baixo, fez o meu carro rodopiar umas duas ou três vezes e fiquei virada em sentido contrário. Entretanto, um condutor que vinha atrás de mim e que estava bêbado, bateu-me de lado, a meio do carro. E no meio daquilo tudo, abro os olhos e vejo o Sandro a correr na ponte, com os carros a passarem por ele, completamente encharcado por aquela chuva torrencial, a chegar ao pé do meu carro, abrir a porta e agarrar-se a mim:
- Estás bem? Estás bem? Agora tenho a certeza que te vou amar para sempre e que nunca vou conseguir viver sem ti!
Foi uma coisa tão bonita, tão forte... Parecia uma cena de filme.
O Sandro era uma pessoa muito inteligente, muito sensível e muito divertida. Ao pé dele, nunca ninguém estava triste. Tinha um sorriso lindo. Queria sempre saber mais e, quando não sabia alguma coisa, informava-se, aprendia. E gostava de me lembrar que era mais novo que eu, porque eu nasci em março e ele em dezembro. Estava sempre a dizer-me:
- Quando tu estiveres bem
cota, eu vou ser aquele pai todo giraço e tu vais ser a cota!
Eu ria-me e respondia:
- Mas são meses de diferença, não são anos...
E ele respondia-me:
- Não interessa, não interessa, és mais velha!
Não conseguia estar muito tempo zangada com ele. Se discutíamos - era nessas alturas que o tratava por Sandro, porque, de resto, chamava-lhe sempre
Baby -, ele conseguia dar a volta ao assunto e, dali a pouco, eu estava a rir às gargalhadas.
E a discussão acabava assim, os dois a rir e eu um bocadinho irritada comigo mesma e a pensar: «Rita, ainda há bocado começaste uma discussão por causa disto e agora estás a rir do mesmíssimo assunto que te fez discutir!»
Éramos almas gémeas... Conhecíamo-nos profundamente um ao outro e até fisicamente éramos parecidos, nos olhos, nos dentes. Uma vez, logo no início do namoro, fomos comprar castanhas assadas àquela senhora que está sempre no Saldanha. E ela perguntou:
- Quem é que paga, a menina ou o seu irmão?
O Sandro desatou a rir, mas não se desmanchou:
- O mano paga!
Outra vez, tirámos uma fotografia com as nossas caras coladas uma à outra e, depois, recortámos e ficou só o meu olho esquerdo e o olho direito dele. E perguntávamos às pessoas que nos conheciam quem era quem. Toda a gente ficava baralhada e até a Mena, que era a mãe dele, se enganou e disse que eu era ele e e ele era eu.
Separámo-nos por causa da música, porque o Sandro não tinha tempo para mais nada, não tinha tempo para mim nem para ninguém. E estivesse onde estivesse, se lhe surgia a ideia de uma música, começava a cantar. Uma vez fomos a Londres e estávamos no Harrod's quando isso aconteceu. De repente, no meio daquela loja chiquíssima, ele pegou no telemóvel e começou a gravar os sons que lhe vinham à cabeça: «Tum-tum-tum-tum.» Mas aos altos berros! E eu, a morrer de vergonha:
- Sandro, cala-te, por favor, está toda a gente a olhar para nós!
Mas, nessas alturas, só ouvia a música que tinha na cabeça e não se ralava nada que estivessem a olhar para ele. Ninguém o calava! Não queria saber se estava no meio do Harrod's ou sozinho em casa. Não contente por estar ali a cantar no meio da loja, ficou sem bateria no telemóvel e acabou de gravar a música com o meu. Ele era assim... Tinha inspirações repentinas. Noutra altura, estávamos na Jamaica, eu fiquei na praia e ele disse que ia dar uma volta à beira-mar. Uma hora e meia depois, ainda não tinha voltado e eu já estava preocupadíssima, a achar que lhe tinha acontecido alguma coisa. Os seguranças do hotel já se preparaavm para ir à procura dele quando o Sandro aparece ao fundo da praia, com dois ou três
rastafáris, a cantarem e a tocarem jambés.
- Sandro, onde é que te meteste? Estava toda a gente preocupadíssima...
- Tive uma inspiração e encontrei estes dois manos que já começaram a tocar e tenho aqui uma
g'anda música...
A música era o grande amor da vida dele e ele tinha nascido para a música. Há pessoas que tentam uma vida inteira e o Sandro não precisava de tentar, tinha a música dentro dele. E fazia tudo pela música e pelos fãs. Eu não tinha ciúmes, mas ficava triste muitas vezes, como quando ele voltou de uma viagem longa - acho que foi quando veio do Brasil, depois de gravar a novela da Bandeirantes - e, mal ele apareceu, a Ritaza começou a correr e foi a primeira pessoa a abraçá-lo. E eu, que já não o via há imenso tempo, fiquei para trás. Nessas alturas, sentia-me triste... Mas o Sandro era incapaz de dizer à Ritaza ou fosse a quem fosse:
- Está ali a Rita, vou abraçá-la primeiro.
Não era por mal, nem lhe passava pela cabeça que eu ficasse triste. Tal como era incapaz de recusar um autógrafo ou de dizer a alguém que parasse porque o estava a incomodar. Estava sempre genuinamente disponível e eu aprendi imenso com ele no que diz respeito à relação com os fãs. Ele dava-lhes tudo. «Angélico, dá-me o teu chapéu!» E ele dava o chapéu. «Angélico, dá-me o teu colar.» E ele dava. «Angélico, dá-me o teu relógio.» E lá ia o relógio. E, às vezes, eu dizia-lhe:
- Mas acabaste de comprar o relógio...
E ele respondeu:
- O que é que interessa? Posso comprar outro. E se ele está-me a pedir é porque precisa...
Quando nos separámos, estivemos dois ou três meses sem nos falarmos porque precisávamos desse intervalo. Mas, depois, recomeçámos a encontrar-mo-nos e falávamos muitas vezes ao telefone; contávamos muita coisa um ao outro, eu sabia a vida dele e ele sabia a minha vida.
Na terça-feira, 21 de junho de 2011, jantámos os dois sozinhos em minha casa. Conversámos sobre várias coisas das nossas vidas, como fazíamos sempre. Mas aconteceu uma coisa em que penso muitas vezes... O Sandro gostava de me segurar a cara com as duas mãos e de ficar a olhar para os meus olhos. E dizia-me:
- Estou a tirar-te fotografias.
Nessa noite, fez isso. Segurou-me na cara e disse:
- Deixa-me tirar fotografias para depois me lembrar de ti.
Penso muito nisso... Foi a última vez que estivemos juntos. Não consigo deixar de pensar nisso...
No dia do acidente, falámos ao telefone por volta da uma e meia da manhã. Disse-me que estava no carro com outras pessoas e que depois me ligava. Às cinco da manhã, quando o meu telefone voltou a tocar, prensei que era ele... Mas já não era! Quando vi no visor do telemóvel: «Augusto - Carros», percebi imediatamente que tinha acontecido alguma coisa e a minha primeira pergunta foi:
- O que é que aconteceu ao Sandro?
Soube logo que era muito grave. A partir daí, a minha única preocupação foi ir buscar a Mena a casa e mentir-lhe para a levar para o Porto sem que ela percebesse a gravidade da situação... Foram horas terríveis... Disse-lhes que tínhamos de ir porque era preciso ela assinar uns papéis para ele poder ter alta. Não lhe podia dizer que o filho estava à beira da morte...
Ser grave já era uma facada no meu coração. Nunca me passou pela cabeça que fosse tão grave. Foram os três piores dias da minha vida. Pela primeira vez, ele chegou primeiro do que todos, a única vez que não deveria ter chegado... Mas uma coisa é certa, encontrei sem procurar o que muitos procuram sem encontrar, a minha alma gémea, e isso ninguém me tira...

 

Fonte: rita-pereira.org

publicado por *Patricia* às 16:44
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